domingo, 4 de setembro de 2016

Qual é o próximo alvo?

É fato: a causa real do impeachment foi desnudada e foi exposto em rede nacional o que realmente havia por trás daquele pedido específico, quando era possível fechar os partidos do Foro de São Paulo pela lei dos partidos políticos, quando era possível anular o resultado de uma eleição apurada de maneira secreta, ou em último caso pedir intervenção militar.
Enfim, é como se um sniper (convenhamos, Janaína tem seu saber jurídico) ter por perto uma arma de fogo, uma faca e uma caneta esferográfica (pra quem não sabe, é possível matar uma pessoa usando tal objeto!), e precisando se defender de um bandido, escolhe logo a caneta esferográfica, e ainda por cima se gabando do seu feito.
Como se não bastasse toda sorte de trapalhadas cometidas desde a maldita marcha para Brasília, os emebelistas dizem que agora o alvo é o "atleta" Renan Calheiros. Bem, se alguém tem o mínimo de amor próprio e amor pela pátria, não dará novamente ouvidos para esses moleques embusteiros que, se tivessem o mínimo de vergonha na cara, já deveriam comprar suas passagens para a Virgínia e, em pleno hangout, beijar os pés do professor Olavo de Carvalho, pois tudo aquilo que foi avisado por ele infelizmente ocorreu.
Já que este não é o caso dos papagaios de pirata sem luz própria, e obviamente não farão mea culpa pela merda que fizeram, NÓS precisaremos fazer essa autoanálise para o que o futuro nos exige. Infelizmente tudo o que ocorreu foi, nas palavras do velho Olavo, uma "ejaculação precoce", que serviu apenas pra recauchutar um maldito sistema republicano que vai completar em 127 anos de podridão em 2016.
Meu palpite é apenas repetir o que Olavo também dizia: pra que consigamos retomar alguma coisa, o primeiro passo é restabelecer a alta cultura. Se do outro lado há zumbis pelo menos com prestígio internacional, o máximo que temos do nosso lado é, com todo respeito, um "maldito" da música brasileira, que é o Lobão. Fenômeno parecido ocorreu no plebiscito de 93, quando a causa monárquica teve como representante maior no meio artístico Jards Macalé, conhecido pelo povão ou como "one hit wonder" ("Vapor barato") ou como aquele maluco que apresentou "Gotham City" e sofreu as fortes vaias do Maracanãzinho.
Há quem diga que tudo vai murchar após Temer conseguir trazer de volta algum crescimento econômico, e aí que a mobilização acabará. Apesar dessa probabilidade ser real, certamente é muito mais fácil conseguirmos uma força-tarefa pela alta cultura com um mercado consumidor no mínimo razoável do que sem mercado consumidor algum.
Só na cabeça de ignorantes que pode sair a ideia mentecapta de que, por exemplo, artista vive de vento. Se queremos ter do nosso lado não somente uma meia-dúzia de malditos mas sim gente com projeção internacional, infelizmente há de se admitir que falhamos lá atrás e precisaremos fazer o trabalho duro que já deveria ser feito há séculos no meio cultural e acadêmico. Vamos, ao invés das ruas, tomar as livrarias, bibliotecas, lojas de discos, editoras, selos, e tudo aquilo que está ao nosso alcance.

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