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| Fonte: Opinólogo |
Fazendo um retrospecto, creio que tudo começou com a tentativa esquerdista de mudar a História com a Comissão da Verdade. Como já existia uma pá de grupos que exigia intervenção militar pipocando pela internet, creio que a turma do CQC achou interessante encontrar algum "otário" defensor de uma outra versão do Regime Militar pra tirar pra Cristo e validar de vez a narrativa esquerdista e desmoralizar também os movimentos que estavam aos poucos começando (lembrando que os Revoltados Online começaram como intervencionistas).
O "otário" escolhido foi Jair Messias Bolsonaro, cujo nome eu até achava que tinha tomado conhecimento antes, mas nunca tinha me dado ao trabalho de saber anteriormente quem era aquele cidadão. E creio que foi o caso de muita gente que, em um estado de total inércia, acabou simpatizando com aquele sujeito que respondia de maneira ríspida e sincera perguntas oferecidas por celebridades e pessoas comuns.
Pois bem, qualquer um com uma meia-dúzia de neurônios percebe que armaram uma arapuca pra desmoralizar não um deputado que tinha ganho um mandato por coeficiente eleitoral, mas sim as ideias que ele vinha defendendo enquanto parlamentar. Era algo chave para levar em frente uma agenda mais pesada capitaneada por Dilma Roussef. Creio que, se não houvesse aquela armação do CQC, ou ele acabaria caindo no esquecimento de vez ou continuaria vencendo por coeficiente sob a força do eleitorado militar.
A questão é que o tiro saiu pela culatra: o cachorro natimorto ganhou energia, e a cada vez que o CQC ia ao Congresso tentar reiteradas vezes desmoralizá-lo e reverter a cagada cometida, mais a popularidade dele ia crescendo. Outros programas de TV fizeram o mesmo, mas a coisa não funcionava de forma alguma. Aos poucos ele ia pegando o bastão deixado pelo Dr Enéas Carneiro e se tornando a "bola da vez", mas com uma vantagem: o carisma e a capacidade de, mesmo sem a erudição do cardiologista, se tornar a personificação da causa patriótica que ficou adormecida mesmo após mensalões da vida.
Como ele tinha se tornado uma verdadeira celebridade pelo modo de defender seus ideais, acabou ganhando o apelido de "Mito", mesmo que, se compararmos com Carlos Lacerda e Enéas Carneiro, ele deixe a desejar em alguns quesitos. O bom humor nesse caso pesa muito em tempos de redes sociais.
Portanto, cloquem em suas mentes: não é a pessoa em si que é defendida ou atacada, mas é a ideia que ele defende. O motivo é muito simples: ele não criou nada, como foi o caso do criador do PRONA, apenas foi tirado de sua zona de conforto por pessoas mal-intencionadas e acabou se tornando, sem imaginar o que viria pela frente (a não ser que ele tome LSD ou algo do tipo pra adquirir megalomania), o símbolo de uma causa.

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