Assistindo o hangout promovido pelo Nas Bundas, digo, NasRuas, tive um insight ao ouvir o show de baboseiras soltadas pela militante Carla Zambelli: a ex-benfeitora do FEMEN me parece a versão de sinal trocado daquelas figuras pitorescas do marxismo que ainda vivem com a cabeça na Guerra Fria, e não conseguem fazer um raciocínio da conjuntura política levando em consideração as condições atuais. Suas palavras soltam uma visão de política brasileira que já foi ultrapassada, e a disputa entre PT/PSOL e PSDB/DEM só existe nessas mentes pueris.
Antes que alguém venha interpretar minhas palavras como as de alguém que crê piamente numa briga verdadeira no ponto de vista ideológico entre estas legendas, saibam que estão redondamente enganados. Sei que ambos os lados são marxistas, mas a questão aqui reside na disposição da disputa política que existia até o momento do afastamento de Dilma Rousseff e a posse de Michel Temer, que mesmo sendo um teatro revolucionário, ainda assim manifestava um certo antagonismo prático. Porém, passado quase um ano, podemos dizer que esse cenário se dissolveu com os fatos que passaram a aparecer.
Antes que alguém venha interpretar minhas palavras como as de alguém que crê piamente numa briga verdadeira no ponto de vista ideológico entre estas legendas, saibam que estão redondamente enganados. Sei que ambos os lados são marxistas, mas a questão aqui reside na disposição da disputa política que existia até o momento do afastamento de Dilma Rousseff e a posse de Michel Temer, que mesmo sendo um teatro revolucionário, ainda assim manifestava um certo antagonismo prático. Porém, passado quase um ano, podemos dizer que esse cenário se dissolveu com os fatos que passaram a aparecer.
Temer apareceu com "a caneta de presidente" agindo como se fosse Mikhail Gorbachev, propondo Perestroikas e Glasnosts para um público sedento por mudanças. Tal qual o careca da testa manchada, o "Corvo Jubileu" enganou com seus ardis, derrubando a "Cortina de Ferro" que aí estava desde 1994 e substituindo por uma "Cortina de Fumaça" e, principalmente, derrubando a disposição político-partidária bipolarizada e trocando-a por uma "multipolarizada".
Os efeitos da "multipolarização partidária brasileira" ficaram expostos nas eleições municipais de 2016, em que vimos um verdadeiro show de horrores: desde o partido que aliciou Bolsonaro se aliando ao PCdoB no Maranhão até mesmo o apoio descarado que o PMDB de Jader Barbalho, o partido do golpe, deu ao PSOL nas eleições municipais de Belém no segundo turno. Sem contar é claro o ato camaleônico da esquerda radical, que praticamente baniu o vermelho e passou a adotar outras cores mais "fashion".
Enquanto essas bizarrices e mais outras que nos reservam para o ano que vem, teremos que aturar como "formadoras de opinião" essa gentalha que raciocina a política de maneira binária e ainda não se tocou que a Glasnost brasileira está sendo tocada à toda velocidade.

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